Saturday 19th October 2019,
The Black Planet

Report: Mão Morta @ Teatro Académico Gil Vicente

Filipe Gomes 21/02/2015 Concerts, Reports Comments Off on Report: Mão Morta @ Teatro Académico Gil Vicente
Report: Mão Morta @ Teatro Académico Gil Vicente

English (versão Portuguesa abaixo)

The musical metamorphosis from Braga known as Mão Morta visited Coimbra, City of the Students for a concert presentation of its latest work: “Pelo Meu Relógio São Horas De Matar”.

The band began exactly by the new album, with the song “Irmão da solidão“, quickly going back in time to the record “O. D., Rainha Do Rock & Crawl” with “Quero Morder-te As Mãos” and “Charles Manson”.
Enjoying from good sound quality, the comfort on stage was notorious and after a detour in “Berlim”, another two new songs came: “Histórias da Cidade” followed by some hilarious moments provided by Adolfo Luxúria Canibal, some of which concerning politics with references to the Portuguese Communist Party, who served as a motto for some laughter in the audience and to introduce the militant song “Pássaros a Voar”.

Another handful of song from “Mutantes S. 21” followed, this time “Budapest”, “Barcelona” and “Lisbon”, with the new “Hipótese de Suicídio” in between, ending by performing the well known, heavy and rebellious “Anarquista Duval”.  The band left the stage for what many expected to be an encore.

And behold! After a short break period always filled by applause, the musicians returned to another song triplet in which the last was the single of the latest record: “Horas de Matar”.  Once again, Mão Morta left the stage and many people were already preparing to exit the Academic Theater Gil Vicente when they had the surprise of a second encore.

To complete this concert, Mão Morta invited a lot of people to dance (the theater had seats so no one was supposed to be standing) with its old but efficient success: “1º de Novembro”.  And now, it was time to say goodbye to a packed and satisfied TAGV.
An excellent concert by one of the best Portuguese bands … one of the few that has always pursued his solitary but notable path, able to reinvent itself on each record, which shows that is immune to the test of time.

Special thanks to Chave do Som.

Português

A metamorfose musical oriunda de Braga conhecida como Mão Morta visitou a Coimbra, Cidade dos Estudantes para um concerto de apresentação do seu mais recente trabalho: “Pelo Meu Relógio São Horas De Matar”.

A banda começou exactamente pelo novo álbum, com a canção “Irmão da solidão”, recuando rapidamente para o disco “O. D., Rainha Do Rock & Crawl” com “Quero Morder-te As Mãos” e “Charles Manson”.
Desfrutando de bom som, o conforto em palco era notório e após um salto em “Berlim”, vieram mais dois temas novos “Histórias da Cidade” seguida de alguns momentos hilariantes proporcionados por Adolfo Luxúria Canibal, alguns dos quais de temática política, com referências ao Partido Comunista Português, que serviram de mote para gargalhadas no público e para introduzir o tema militante “Pássaros a Voar”.

Seguiram-se mais um punhado de temas “Mutantes S.21”, desta vez “Budapeste”, “Barcelona” e “Lisboa”, com a nova “Hipótese de Suicídio” pelo meio, tendo por final a bem conhecida, pesada e rebelde “Anarquista Duval”. Toda a banda abandonou o palco para aquilo que muitos esperavam ser um encore.

E eis que, após um curto período de pausa sempre preenchida com aplausos, os músicos regressaram para um tripleto de canções em que a última era o single do último disco: “Horas de Matar”. A banda abandonou novamente o palco e muitas pessoas já se preparavam para sair do Teatro Académico Gil Vicente quando tiveram a surpresa de um segundo encore.

Para concluir este concerto, os Mão Morta puseram muita gente a dançar (o teatro era de lugares sentados) com o seu velho mas eficiente sucesso: “1º de Novembro”. E agora sim, foi tempo de dizer adeus a um TAGV cheio e satisfeito.

Um excelente concerto de uma das melhores bandas portuguesas… uma das poucas que sempre trilhou o seu solitário porém assinalável caminho, capaz de se reinventar em cada disco, o que demonstra que é imune ao teste do tempo.

Agradecimento especial a Chave do Som.

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